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Antes do debate da RPC, Moro reafirma continuidade de obras e diz que o Paraná não tem dono

Última atualização em

29 de setembro de 2026 às

22:11

O candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) afirmou, em coletiva antes do debate da RPC, nesta terça-feira (29), que dará continuidade às obras e aos projetos do atual governo caso seja eleito. Ao responder sobre críticas do governador Ratinho Junior, Moro disse que não se considera seu adversário e defendeu um novo ciclo de desenvolvimento, com respeito ao que já foi realizado no Estado.

“Eu não sou adversário do Ratinho Junior. Aliás, nós vamos continuar as obras e os projetos do atual governo. Mas nós acreditamos que o Paraná pode mais e o Paraná pode melhor”, afirmou.

Moro atribuiu as críticas do governador ao desempenho nas pesquisas do candidato apoiado por ele. Na sequência, defendeu que o futuro do Estado seja construído com participação e diálogo.

“O Paraná não tem dono. Nós vamos escrever aqui, em várias mãos, um novo capítulo da história do Paraná.

Um novo ciclo de desenvolvimento, respeitando o que foi feito no passado, respeitando o que foi feito no presente e respeitando principalmente o paranaense”, declarou.

Sobre a expectativa para o debate, Moro afirmou que pretende apresentar propostas e conversar diretamente com os eleitores. O candidato classificou sua campanha como limpa e atribuiu aos adversários a divulgação de ataques e informações falsas.
Disse também ter obtido, naquele dia, um direito de resposta em relação a um dos concorrentes.

“A expectativa é muito positiva. É a oportunidade que a gente tem de debater ideias, apresentar propostas”, disse.

“Nós queremos conversar, no fundo, mais com os paranaenses, com vocês que estão nos ouvindo.”

Questionado sobre sua ausência nos debates anteriores, Moro afirmou que considera o momento atual mais adequado para aprofundar a discussão, com os planos de governo apresentados e as propostas amadurecidas.

“Eu nunca tive nenhum problema com o debate. A grande questão é que os anteriores eram um pouquinho prematuros, não tinham nem apresentado o plano de governo. Agora, a gente está com o plano de governo, as ideias já estão amadurecidas”, afirmou.

Moro também defendeu sua trajetória como juiz e ministro da Justiça e Segurança Pública. Citou ações de cooperação com o Paraná, entre elas a implantação do Centro Integrado de Operações de Fronteira, em Foz do Iguaçu, e o trabalho conjunto com as forças de segurança estaduais.

“A história não pode ser reescrita”, declarou, ao mencionar sua atuação na Lava Jato e no enfrentamento à criminalidade.

Na reta final da campanha, o candidato disse estar confiante na possibilidade de vitória no primeiro turno. Questionado sobre qual adversário preferiria enfrentar em uma segunda etapa, afirmou que seu foco permanece no trabalho até 4 de outubro.

“As pesquisas apontam grande possibilidade de uma vitória no primeiro turno. É com isso que a gente tem trabalhado”, disse.

Moro acrescentou que uma eventual vitória nessa etapa permitiria ampliar sua participação na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, a quem reafirmou apoio.

Durante a coletiva, também foi questionado sobre anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Moro afirmou ter votado a favor do projeto de redução das penas e defendeu a aprovação de uma anistia, argumentando que há condenações que considera desproporcionais.

Ao falar sobre o futuro do Estado, Moro reforçou a proposta de combinar continuidade e novos investimentos.

“A gente quer colocar o Paraná em outro patamar de desenvolvimento. Vai ser uma terra de liberdades e oportunidades para todos os paranaenses”, declarou.

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