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Moro se impõe no debate da RPC, confronta adversários e apresenta as melhores propostas para o Paraná

Última atualização em

30 de setembro de 2026 às

06:16

Com atuação firme, candidato encerra o confronto como o único vencedor. Apresentou propostas, criticou a omissão do governo sobre a Copel e recebeu até a concordância de Requião Filho

O candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) se impôs no debate da RPC, nesta terça-feira (29), ao confrontar adversários, responder aos ataques e apresentar propostas para os problemas cotidianos dos paranaenses. Moro encerrou o confronto como o único vencedor, combinando firmeza nas cobranças, calma nas respostas e compromissos concretos para o Estado.

Logo na abertura do debate, Moro cobrou explicações de Sandro Alex por ter priorizado, à frente da Secretaria de Infraestrutura, a obra da estrada de acesso ao resort Tayayá. O candidato pediu que Sandro explicasse sobre a escolha dessa obra como prioridade do governo. Segundo Moro, Alex não respondeu à cobrança e se esquivou dos questionamentos sobre o assunto.

Ao longo do debate, também criticou o nível da campanha e acusou o adversário de recorrer a informações falsas e acusações infundadas.

“Quero também lamentar o baixo nível da campanha eleitoral que os meus adversários têm imprimido, especialmente aqui o candidato Alex. Fake news, mentiras, ofensas a todos os momentos”, afirmou.

Moro apontou os vínculos dos partidos das candidaturas adversárias com o presidente Lula, citando PT e PDT como “amigos do Lula” e PSD e MDB como “aliados do Lula”. Em suas considerações finais, reafirmou seu alinhamento com Bolsonaro e disse que pretende transformar essa força política em resultados para a população.

“Nós vamos usar essa força para resolver os problemas cotidianos paranaenses, com saúde, com educação, com segurança pública e infraestrutura”, declarou.

Saúde, educação e infraestrutura

Ao convidar os eleitores a conhecer seu plano de governo, Moro destacou a criação da Tabela SUS Paranaense como uma das propostas para a saúde. Na educação, defendeu o ensino integral no ensino médio e parcerias com os municípios para acelerar e melhorar a alfabetização.

Na infraestrutura, o candidato assumiu o compromisso de acompanhar a execução das obras e buscar a redução do preço dos pedágios. Também reafirmou que pretende enfrentar os problemas dos serviços da Copel. Criticou a omissão do governo diante dos problemas da Copel, afirmando que o governador poderia ter agido para conter o pedido de reajuste de 20%. Ao cobrar Sandro Alex, disse que o então secretário de Infraestrutura permaneceu em silêncio e só passou a tratar do assunto durante a eleição. A crítica recebeu até a concordância do candidato Requião Filho: “Nisso, o senador Sergio Moro tem razão”.

Combate à corrupção e redução de tributos

Moro reafirmou que não abrirá mão do combate à corrupção. Entre as medidas apresentadas estão um Código de Ética e Conduta da Alta Administração e a criação de uma agência estadual anticorrupção.

“O Paraná vai ser de novo um modelo de honestidade e integridade”, declarou.

O candidato também defendeu a redução de tributos a médio e longo prazo, com cortes de burocracia, cargos e privilégios desnecessários. Citou a redução do ICMS como um dos objetivos de sua gestão.

Críticas a Greca e ao apoio de Traiano a Alex
Ao responder aos ataques sobre a indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal, Moro afirmou: “Não votei em Flávio Dino. Tenho uma trajetória, uma conduta que fala por mim”.

O candidato também citou e mostrou em suas redes sociais, declarações em que Rafael Greca, candidato a vice de Sandro Alex, elogiou Dino e os governos de Lula e Dilma Rousseff, questionando a coerência do discurso político do adversário.

Moro ainda nas redes sociais, questionou o apoio de Ademar Traiano (PSD) a Sandro Alex, citando o confissão do deputado sobre o recebimento de R$ 200 mil em propina de um fornecedor da Assembleia Legislativa do Paraná.

Com uma história marcada pelo combate à corrupção, Moro criticou as alianças que, em sua avaliação, colocam a permanência no poder acima dos interesses da população. Para o candidato, esses acordos representam um desrespeito ao povo paranaense, que merece um governo comprometido com a honestidade, a transparência e a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.

Confiança na vitória no primeiro turno
No encerramento, Moro agradeceu às famílias paranaenses que acompanharam o debate e afirmou que manteve a calma para apresentar propostas, apesar dos ataques. Também defendeu a continuidade de suas posições políticas em Brasília e pediu votos para os candidatos ao Senado Filipe Barros e Deltan Dallagnol e para os deputados aliados.

“Não vamos abdicar das lutas em Brasília, porque as lutas em Brasília são as nossas lutas”, afirmou.

Moro concluiu com uma mensagem de confiança na reta final da campanha: “Temos chance, sim, de vitória no primeiro turno”.

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