Governador eleito do Paraná votou pela manhã no Clube Duque de Caxias e afirmou acreditar em vitória de Flávio Bolsonaro por mais de três pontos percentuais
O governador eleito do Paraná e senador Sergio Moro votou na manhã deste domingo (25), no Clube Duque de Caxias, em Curitiba, e iniciou sua manifestação à imprensa com uma mensagem de solidariedade aos paranaenses atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias. Os temporais atingiram 18 municípios e afetaram cerca de 7,4 mil pessoas, segundo balanço da Defesa Civil divulgado no sábado. Moro afirmou que pretende fortalecer a preparação da Defesa Civil durante sua gestão e elogiou o trabalho dos bombeiros militares, das equipes de proteção e dos prefeitos.
“Primeiro, eu quero aqui prestar minha solidariedade a todos os paranaenses atingidos por essas fortes chuvas dos últimos dias. Estamos recebendo informações da Defesa Civil quanto a isso, mas a gente sabe que o paranaense é um pouco forte e não vai deixar de exercer o seu direito à cidadania por conta das chuvas”, declarou.
Moro aposta em vitória de Flávio Bolsonaro
Após votar, Moro reafirmou seu apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e demonstrou confiança no resultado da eleição. O governador eleito afirmou acreditar em uma vitória por mais de três pontos percentuais, embora tenha ressaltado que o resultado depende da apuração oficial.
“Eu aposto numa vitória do Flávio por mais de três pontos percentuais. Claro que a gente tem que tratar isso com muita humildade”, afirmou.
Moro disse que, na avaliação dele, as pesquisas divulgadas durante a campanha indicaram crescimento do candidato apoiado por setores da direita, inclusive em levantamentos que considerou desfavoráveis à oposição. Ele ressaltou, porém, que a eleição só se confirma com os votos apurados e convocou os brasileiros a comparecerem às urnas.
“É importante para as pessoas comparecerem. A eleição realmente só se ganha no dia, e a gente depende das pessoas irem votar”, disse.
Durante a entrevista, Moro defendeu uma mudança no comando do governo federal e criticou os resultados econômicos e a política de segurança pública da administração petista. Segundo ele, o Brasil perdeu oportunidades de crescimento em comparação com outros países emergentes, citando China e Índia.
Na avaliação do senador, juros elevados, endividamento das famílias e aumento da criminalidade estão entre os problemas que precisam ser enfrentados. Ele afirmou que a eleição representa uma oportunidade de mudança de rumo para o país.
Moro também defendeu que o Paraná volte a receber investimentos federais expressivos em infraestrutura. Como exemplo, citou obras realizadas com recursos de Itaipu durante o governo Jair Bolsonaro, entre elas a Ponte da Integração, na região de Foz do Iguaçu.
“Esperamos ter esse tratamento favorável também ao nosso Estado, no possível próximo governo do Flávio Bolsonaro”, afirmou.
O governador eleito destacou ainda programas de segurança pública implementados quando esteve à frente do Ministério da Justiça, como o Programa VIGIA e iniciativas de enfrentamento ao crime nas fronteiras paranaenses.
Mobilização dos governadores do Sul
Moro também comentou a mobilização conjunta com os governadores do Sul em apoio a Flávio Bolsonaro. Ele citou a participação de Jorginho Mello, reeleito em Santa Catarina, e de Luciano Zucco, eleito governador do Rio Grande do Sul, em atos realizados durante a campanha.
Para Moro, a união dos três estados ajudou a ampliar a mobilização política e a participação popular. Ele afirmou que ficou especialmente satisfeito com a presença de apoiadores nas ruas de Curitiba, em um movimento que, segundo ele, demonstrou disposição de parte da população para defender mudanças no país.
O senador também mencionou os convites recebidos para acompanhar Flávio Bolsonaro em debates presenciais e afirmou que a participação representou uma oportunidade de demonstrar a proximidade do candidato com o Paraná.
Por fim, Moro afirmou que pretende ver o resultado das urnas como uma resposta política ao que considera erros do atual governo federal e decisões judiciais equivocadas relacionadas à Operação Lava Jato.
“A Operação Lava Jato foi a maior operação da história contra a corrupção e buscaram destruí-la com narrativas falsas”, encerrou.



