O crescente favorecimento das mulheres pelas leis e pelo Judiciário (principalmente em acusações de crimes sexuais ou de violência doméstica e em disputas pela guarda dos filhos) tem impulsionado a formação de um segmento de advogados especializados em “direitos dos homens”.
O segmento não aparece na lista oficial de especialidades reconhecidas para busca de advogados nos portais da OAB. Isso não tem impedido que os homens façam, eles próprios, busca pelo termo no Google, conta a advogada fluminense Maria Helena Seabra, pós-graduada em Direito de Família e Sucessões pela PUC-RJ, que tem parte significativa de seus clientes atraída dessa forma.
Conforme relatos dos próprios clientes, a preferência se explica porque existe outro forte nicho de advogados de família com “visão feminista”, que “têm olhar somente para a defesa da mulher”, diz Seabra. Beatriz Barros, também advogada de família e especializada na defesa dos homens, faz o mesmo relato, citando como atrativa para os clientes do sexo masculino a expectativa de não ser “julgado pelo próprio advogado”.
Barros afirma que os clientes chegam a ela “destruídos” e sentindo falta dos filhos, a quem são, muitas vezes, impedidos de ver com medidas protetivas decretadas com base em falsas acusações.



