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Um instituto comercial com reputação de mercado não faria uma pesquisa dessas por menos de 120 mil reais

Última atualização em

8 de setembro de 2026 às

12:22

Por Emerson Urizzi Cervi

Não tem coisa mais intrigante do que ver político que se diz moderno, jovem, atualizado, usando estratégias arcaicas em campanhas eleitorais, como, por exemplo, a divulgação de pesquisas de intenção de voto muito duvidosas. Tem uma circulando no Paraná hoje, cujo instituto é de uma cidade do Nordeste. Mas isso não seria problema, caso ele fosse conhecido e cobrasse valores de mercado para fazer o trabalho. Não é o caso. De acordo com os registros apresentados pelo próprio instituto, foram realizadas 1,2 mil entrevistas face a face, que são as mais caras.

Um instituto comercial com reputação de mercado não faria uma pesquisa dessas por menos de 120 mil reais, a um custo de R$ 100,00 o questionário validado. Mas, o instituto em questão cobrou 15 mil reais apenas. Isso dá R$ 12,5 por questionário validado, o que é absolutamente irreal. Mas, tem mais. As cotas da amostra do instituto batem perfeitamente com os percentuais de eleitores que constam no TSE.

Eu disse perfeitamente, o que não acontece com os institutos comerciais, que aproximam os questionários realizados e, às vezes, dão pesos para corrigir a amostra. Não foi o caso. Um campo mais do que perfeito. De dar inveja a Gallup. Mas, tem mais. a pesquisa foi contrata por uma microempresa que atua na área de impressão de jornais em Curitiba.

O capital social da microempresa é R$ 10 mil. Isso mesmo, com esse capital social ela pagou R$ 15 mil em uma pesquisa de intenção de votos no Paraná. Mas, tem mais. Em seus registros, a empresa fica em um endereço residencial. Mas, tem mais. Depois de tudo isso é claro que os resultados da dita pesquisa invertem as posições dos candidatos. Óbvio. Agora é só esperar para ver que veículos de comunicação darão destaque para a tal pesquisa.

Eu tenho algumas sugestões, e você?
Não adianta nada posar de moderno em propaganda com dinheiro público se, na prática, não passa de um sinhozinho de rincão com cabeça no século XIX. Ao que tudo indica, o eleitor mudou mais e mais rápido do que os representantes dele no Paraná.

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