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TRE frustra tentativa de blindar a Copel e mantém no ar fala de Moro sobre tarifaço de energia

Última atualização em

24 de setembro de 2026 às

20:09

Decisão considera que participação da Copel no processo tarifário não torna falsa a afirmação de que a empresa “pediu o aumento”; candidato voltou a cobrar investimentos e qualidade no serviço. A Justiça Eleitoral do Paraná rejeitou nesta sexta-feira (24) a tentativa de retirar do debate eleitoral a fala do candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) sobre o reajuste de cerca de 20% na tarifa de energia elétrica. No processo nº 0601935-65.2026.6.16.0000, o TRE-PR julgou improcedente a representação contra o candidato e considerou que a afirmação de que a Copel “pediu o aumento” não é uma informação falsa.

A decisão registra que a revisão tarifária periódica da Copel-DIS resultou em aumento homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que possui competência regulatória para aprovar o índice. Ao mesmo tempo, o tribunal destacou que a própria documentação do processo demonstra a participação da Copel na revisão, inclusive com o fornecimento de dados e a apresentação de proposta de estrutura tarifária posteriormente homologada pela agência.

O TRE-PR também considerou que a atribuição de responsabilidade ao governo estadual pelo aumento se insere no debate político e que eventuais divergências sobre a responsabilidade pelo reajuste devem ser enfrentadas no debate eleitoral, e não pela retirada da manifestação de Moro.

A decisão reforça uma cobrança que Moro vem fazendo desde o primeiro semestre e que voltou a ocupar espaço em sua campanha, com críticas ao reajuste de 20% na tarifa.

“Esse reajuste foi solicitado pela Copel”, afirmou Moro.

Segundo ele, a Aneel homologou o aumento, mas a empresa poderia ter apresentado uma solicitação menor diante do cenário econômico e do nível de endividamento das famílias.

“Somos de direita e defendemos a liberdade econômica, mas a privatização deveria gerar ganhos de eficiência. Infelizmente, não é isso que a gente tem visto com clareza”, disse, ao citar as constantes quedas de energia e a demora no restabelecimento do fornecimento.

A posição de Moro vem sendo sustentada desde a audiência pública realizada no Senado, em maio, quando representantes da Copel, da Aneel e de entidades empresariais discutiram as interrupções no fornecimento de energia no Paraná. Na ocasião, o senador apontou o aumento das reclamações dos consumidores, a demora no restabelecimento e os prejuízos para empresas e produtores rurais.

Moro disse que ficou indignado quando questionou a direção da Copel se os consumidores que tiveram prejuízos com as quedas de energia haviam sido ressarcidos e ouviu dos diretores que os pedidos de ressarcimento estavam sendo discutidos na Justiça.

“Há agricultores que relatam prejuízos expressivos na produção por causa das quedas de energia. O cidadão não pode ficar sozinho diante desse problema. Se for necessário buscar uma reparação, queremos a Procuradoria do Estado ao lado do paranaense”, afirmou.

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