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Pesquisas eleitorais levantam questionamentos sobre proximidade entre marqueteiro de Sandro Alex e Alfa Inteligência

Última atualização em

1 de outubro de 2026 às

23:13

A sequência de pesquisas eleitorais divulgadas no Paraná começa a chamar atenção não apenas pelos números, mas também pelas relações entre os principais profissionais envolvidos na disputa pelo Governo do Estado.

Um dos pontos que merece esclarecimento envolve o argentino Jorge Gerez, marqueteiro oficial da campanha de Sandro Alex e profissional que também esteve à frente da estratégia de comunicação das campanhas de Ratinho Junior ao Governo do Paraná.

Nos levantamentos divulgados pelo Alfa Inteligência, Sandro Alex não aparece à frente de Sérgio Moro. Entretanto, o candidato apoiado pelo atual grupo político do Governo do Estado aparece bem posicionado e próximo de Moro, mantendo-se também à frente de Requião Filho nos cenários apresentados pelo instituto.

É justamente essa recorrência que levanta questionamentos e merece ser analisada com transparência.

A Alfa Inteligência está constituída como Sociedade Anônima fechada, e o cadastro simplificado do CNPJ não permite, por si só, identificar necessariamente toda a composição acionária da empresa.

Diante disso, uma pergunta passa a ser inevitável: existe alguma relação societária, econômica, contratual ou operacional não revelada publicamente entre Jorge Gerez e a Alfa Inteligência?

Não se afirma que Gerez seja acionista da empresa. Trata-se de uma suspeita que precisa ser esclarecida documentalmente.

O questionamento ganha relevância porque Gerez é justamente o profissional responsável pela estratégia de comunicação da campanha de Sandro Alex, candidato apoiado pelo grupo político de Ratinho Junior.

A investigação, portanto, deveria verificar os registros societários completos da Alfa, atas, eventuais acionistas, procurações, contratos e empresas relacionadas, além de cruzar essas informações com os registros das pesquisas eleitorais no TSE.

O debate não é sobre concordar ou discordar dos números apresentados pela Alfa, mas sobre transparência, independência e possíveis relações entre quem produz pesquisas eleitorais e quem atua profissionalmente na campanha de um dos candidatos beneficiados pela posição competitiva apresentada nesses levantamentos.

Em uma eleição na qual pesquisas influenciam estratégias partidárias, alianças e a percepção pública dos candidatos, o eleitor paranaense tem o direito de saber quem está por trás dos institutos, quem financia os levantamentos e quais são as relações profissionais e empresariais existentes entre os envolvidos.

A pergunta está lançada. Agora cabe aos envolvidos esclarecer.

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